Açores: o escolhido
- 2 de jul. de 2017
- 2 min de leitura
Quando decidimos vir para São Paulo, sempre soubemos que seria por um tempo. Quanto tempo? Pouco, de preferência. Claro que havia um lado meu que sonhava em me apaixonar pela cidade, que o Tiago se apaixonasse pelo país e pela cidade e que percebêssemos que não gostaríamos de ir embora. Afinal, é onde vive a minha família. Pelo menos, a maior parte dela. Mas isso não aconteceu, muito pelo contrário. Não consigo me conectar com a cidade ou mesmo com a maneira de viver do paulistano. Não posso falar pelo Brasil todo, mas acho que a turma daqui anda com os valores de vida um pouco trocados. Enfim, o blog não se chama SãoPauleando, então vamos voltar ao assunto.
"Quando voltamos para Lisboa?". Passei a ouvir essa pergunta com mais frequência de meu marido desde o ano passado. Voltar para Lisboa... soava-me bem mas, comecei a pensar: por que só essas duas opções? Ficar ou voltar? Por que não... ir!
Ir. Gostamos os dois do verbo.
Então, a pergunta mudou: para onde vamos? Começamos por criar algumas características que esperávamos do nosso (ainda) misterioso destino:
- quero ir para um lugar bonito (Tiago)
- tem que ser um lugar em que nosso (pouco) dinheiro valha alguma coisa (Renata)
- pode ser uma ilha? (Tiago) Podia, mas não era obrigatório.
- putz! Agora que tenho cidadania portuguesa, não estou com vontade de ir para um lugar onde tenha que implorar por visto (Renata)
- não quero lugar frio (Tiago)
- quero praia. ou campo. ou os dois. (Renata)
- Tem que ser um lugar sossegado (Tiago)

Resultado da pesquisa: Malta, Sardenha, Croácia, Açores, Grécia
Grécia descartamos logo por causa da crise económica e porque os lugares muuuuito bonitos eram também muuuuito caros. O mesmo para Sardenha (ou Sicília, da qual só lembramos depois).
Croácia.... lindo! Barato! Comunidade Europeia! Mas... fala-se Croata... Affffff.
Por muito tempo ficamos tentados com Malta, até descobrimos que tinha se tornado roteiro preferencial de intercâmbio cultural de adolescentes brasileiros. Sem preconceitos, mas não.
Açores!!! Tínhamos um eleito. Natureza, mar, ilha, montanha, até vulcão e baleias, sem precisar de visto, nosso dinheiro vale alguma coisinha por lá, fala-se português e come-se muito atum. O que mais podíamos querer?
Então, começaram os preparativos! E isso é história para uma nova história.




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